Obra MESQUITA, Marcelino, 1856-1919 - O sonho da India, 1898. Cópia em JPEG Índice [Anterrosto] Acto primeiro Acto segundo | ![]() Ficha Bibliográfica
Nota descritiva Premiada pelo concurso lançado pela ocasião da celebração do quarto centenário do descobrimento da Índia, a peça de Marcelino Mesquita, O sonho da Índia, é um longo e grandioso hino em memória dos navegadores portugueses em busca da descoberta de terras do Oriente. Convocando os nomes ilustres que se distinguiram na prossecução desse sonho nacional, tais como D. João II, D. Manuel, D. Isabel, D. Leonor, Vasco da Gama, Bartolomeu Dias, Nicolau Coelho, Pêro da Covilhã, Afonso de Paiva, Diogo de Azambuja, João Infante, Diogo Cão, Pedro Cabral, até àqueles que perpetuaram a sua memória nas crónicas e na arte, nomeadamente Garcia de Resende, Rui de Pina e Gil Vicente, Marcelino Mesquita desenha os traços mais marcantes da descoberta da Índia ao longo dos três actos e nove quadros que encerram a sua peça histórica. O primeiro acto põe em cena o sonho de D. João II: transformar um reino num império e legá-lo ao seu filho D. Afonso graças às proezas de Diogo Cão e Bartolomeu Dias em busca do príncipe Prestes João das Índias. O segundo acto encerra a partida dos marinheiros da praia do Restelo na nau S. Gabriel durante o reinado de D. Manuel e culmina com o seu sofrimento em alto mar perante a perseverança e heroísmo de Vasco da Gama. O terceiro acto mais não é do que um canto de louvor à vitória alcançada pela coragem dos navegadores portugueses que fizeram de Portugal um império fortificado pelo comércio das especiarias e outras riquezas da Índia. Assim se entende a celebração, nos Paços reais, do famoso Auto da Fama de Gil Vicente com o qual termina a peça. |
