Obra
COSTA, António da, 1824-1892 - Moliére, 1851.
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Índice
[Encadernação]
[Anterrosto]
[Rosto]
Personagens [e elenco]
V
[Índice]
[Prefácio]
Acto primeiro [O amigo]
Acto segundo [O marido]
Acto terceiro [O auctor]
Acto quarto [O actor]
Acto quinto [O homem]
[Encadernação]
Capa

Ficha Bibliográfica

COSTA, António da, 1824-1892

Moliére : drama historico original portuguez em 5 actos / por D. Antonio da Costa de Sousa de Macedo. - Lisboa : Imprensa Nacional, 1851. - XII, 94 p. ; 21 cm. - Representado no Teatro de D. Maria II em Janeiro de 1851. - Obra digitalizada a partir do original

CDU 82-2

OMGAR 2468p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva

Representada no início de 1851 no Teatro Nacional D. Maria II, o texto, logo publicado, faz-se acompanhar de um prefácio autógrafo explicativo das opções do dramaturgo: trata-se de uma nova tentativa de género - a comédia-drama. Apoiando a pertinência deste "novo género", escreve o crítico da Semana Teatral, a propósito da representação deste texto: "A tragédia caducou - o drama aborrece - só a comédia ainda vive, mas como uma parasita - sustentando-se da música." E continua:
"Molière é um dos dramas mais completos que enriquecem a nossa literatura: a sua linguagem é, em geral, fácil, correcta e algumas vezes poética. O autor, fundindo a verdade histórica no molde da verdade dramática, cumpriu com um dos mais importantes misteres do poeta deste género. Molière é um homem eminentemente histórico - rei da comédia, autor, patenteou à irrisão pública os vícios da sociedade de então [...]. Mas se, como actor, ria e fazia rir, como homem sofria e sofria muito. Ele amava Armândia [sua própria mulher] com o amor puro e exaltado dum poeta, e nutria por ela, em segredo, os mais pungentes ciúmes. Molière ria nos lábios e gemia no coração - era a dor personificada vestida com as galas da alegria. É este o pensamento filosófico do drama." (6 Fev. 1851)

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