Obra
MESQUITA, Augusto César Ferreira de, 1841-1912 - D. Sebastião, 1891.
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Índice
[Encadernação]
[Anterrosto]
[Rosto com marca de posse]
[Prefácio]
[Dedicatória]
13 b
Personagens
15 b
Acto I: O Conselho Real
Acto II: Alcacer Kibir
Acto III: A Enviada de Castella
Acto IV: Os Defensores do Reino
Acto V: Nobreza de Castella
Erratas
[Encadernação]
Capa

Ficha Bibliográfica

MESQUITA, Augusto César Ferreira de, 1841-1912

D. Sebastião : drama histórico, em 5 actos, em verso / Augusto de Mesquita ; pref. de Emygdio d'Oliveira. - Porto : Typ. Gutenberg, 1891. - 118, [1] p. ; 22 cm. - Obra digitalizada a partir do original

CDU 82-2

OMGAR 2465p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva

O autor subtitula esta peça «drama em cinco actos, em verso», talvez para obter maior dignidade para a sua causa, que no entanto não logrou ganhar os societário do «teatro normal», referimo-nos ao D. Maria II. Mas drama é o termo justo porque remete não só para a memória do romantismo francês mas mais ainda para os folhetins novelescos e para o teatro melodramático que seriam populares na França oitocentistas durante décadas, e que remonta mesmo a um período anterior à estreia de Victor Hugo no teatro. Mais do que cinco actos encontramos aqui cinco quadros, na acepção prática que este termo ganhou nos processos narrativos atrás referidos, tendo mesmo cada acto o seu título. Aquilo em que a obra é tributária do melodrama torna-se claro por exemplo no 2º acto, onde o autor nos mostra a tenda do rei em Alcácer-Quibir, e no 5º acto, que revela D. Sebastião vivo mas traído e cativo à ordem do padre Henriques, numa cela subterrânea que é um dos topos característicos do melodrama, a lembrar o Conde de Monte Cristo, por exemplo; cela, cova ou gruta como encontraremos em Eurico o Presbítero, de Custódio de Oliveira Lima, também incluída nesta colecção.
Às personagens históricas o autor junta uma criatura da sua invenção, Zaira, do país da Líbia, que D. Sebastião salva de uma morte desonrosa antes do enredo começar e que o segue, como mulher apaixonada, até ao seu martírio pela mão dos padres e nobres vendidos a Castela, que aparece, aliás, desde o início, como instigadora da desastrada aventura africana.

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