Obra MESQUITA, Augusto César Ferreira de, 1841-1912 - D. Sebastião, 1891. Cópia em JPEG Índice [Anterrosto] Acto III: A Enviada de Castella Acto IV: Os Defensores do Reino | ![]() Ficha Bibliográfica
Nota descritiva O autor subtitula esta peça «drama em cinco actos, em verso»,
talvez para obter maior dignidade para a sua causa, que no entanto
não logrou ganhar os societário do «teatro normal»,
referimo-nos ao D. Maria II. Mas drama é o termo justo porque remete
não só para a memória do romantismo francês mas mais ainda para
os folhetins novelescos e para o teatro melodramático que seriam
populares na França oitocentistas durante décadas, e que remonta
mesmo a um período anterior à estreia de Victor Hugo no teatro.
Mais do que cinco actos encontramos aqui cinco quadros, na acepção
prática que este termo ganhou nos processos narrativos atrás referidos,
tendo mesmo cada acto o seu título. Aquilo em que a obra é tributária
do melodrama torna-se claro por exemplo no 2º acto, onde o autor
nos mostra a tenda do rei em Alcácer-Quibir, e no 5º acto, que revela
D. Sebastião vivo mas traído e cativo à ordem do padre Henriques,
numa cela subterrânea que é um dos topos característicos
do melodrama, a lembrar o Conde de Monte Cristo, por exemplo;
cela, cova ou gruta como encontraremos em Eurico o Presbítero,
de Custódio de Oliveira Lima, também incluída nesta colecção. |
