Ficha Bibliográfica
J.P.M.S
Diogo Tinoco ou a Corte de D. João 2.º em 1484 : drama
historico em 3 actos / por J.P.M.S. - Porto : Typ. Commercial Portuense,
1840. - 56 p. ; 18 cm
CDU 82-2
OMGAR 2456p (ULFL-OM)
Nota descritiva
Este drama em 3 actos de Morais Sarmento, com estreia no Teatro
da Rua dos Condes em 11 de Maio de 1839. Fruto de uma investigação
histórica aturada, o texto cronístico entrelaça-se no discurso das
personagens, reduzindo-se ao mínimo a composição das acções puramente
ficcionais.
Margarida, irmã de Diogo Tinoco, ama secretamente o Bispo de Évora,
em cuja casa reside como sua criada. Ciente da gravidade deste sentimento,
pede a seu irmão que a deixe entrar para um convento. Acontece que
uma sua tia, Maria Tinoco, sentindo ciúmes porque em tempos amara
o Bispo, faz maldosamente saber a Diogo dos amores de sua irmã.
Acontece também que, na residência do Bispo, se reúnem vários nobres
que combinam assassinar D. João II, que consideram como tirano e
desrespeitador da aristocracia. Esta mesma tentativa de assassinato
vai ter lugar no Paço Real, no 2º acto. No entanto, devido a peripécias
várias, nenhum dos nobres consegue estar a sós com o rei, pelo que
a conspiração fica uma vez mais adiada. O objectivo é, depois do
rei morto, sentarem o Duque de Viseu no trono e verem assim os seus
interesses salvaguardados.
Também ao Paço chega Diogo Tinoco, disfarçado de frade, que, despeitado
pelos amores do Bispo com sua irmã, conta ao rei todo o plano de
conjura. No seguimento desta desconfiança, D. João II pede ao Duque
de Viseu que lhe vá falar. Quando estão a sós, este, que tencionava
aproveitar a ocasião para matar o rei, puxa de um punhal, mas é
o monarca quem o fere mortalmente, mandando depois perseguir os
restantes conspiradores. O texto termina com a morte do Bispo que,
encarcerado numa cisterna em Palmela, acaba por ingerir um veneno
dissolvido na água de um copo que Maria lhe trouxera.