Obra MENDONÇA, Henrique Lopes de, 1856-1931 - Affonso de Albuquerque, 1898. Cópia em JPEG Índice [Anterrosto] [Pé de imprensa] [Rosto] [Declaração de direitos] Acto primeiro Acto segundo Acto terceiro Acto quarto Acto quinto | ![]() Ficha Bibliográfica
Nota descritiva Composto com vista à comemoração do quarto centenário do descobrimento da Índia, em Maio de 1898, o drama histórico Afonso de Albuquerque não viria a ter a adesão esperada pelo seu autor, Henrique Lopes de Mendonça que lamenta, no prólogo que acompanha a publicação, que a escolha da empresa do Teatro Nacional não tenha recaído sobre a sua peça. A acção passa-se entre 1512 e 1515, dividida entre Cochim, Goa e Ormuz. Concentrada em torno da figura do governador da Índia, Afonso de Albuquerque, a intriga permite traçar um quadro histórico arrebatador em torno não só das dificuldades militares e estratégicas de conquista de Goa e Ormuz, mas também dos jogos de interesse inerentes à exploração e domínio das riquezas do Oriente. Aliada às múltiplas peripécias que enaltecem a figura e o carácter nobre e majestoso do velho governador da Índia, surge a intriga amorosa entre uma jovem indígena salva do naufrágio por Albuquerque e Lopo Fernandes. A reconciliação dos amantes e a bênção de Albuquerque perante a sua união, contrastam com as ameaças e insinuações constantes que pesam sobre o então governador. A forma como o dramaturgo retrata a sua morte a bordo da nau Flor da Rosa, esquecido e destituído do seu poder, substituído pelos seus inimigos na gerência das feitorias do Oriente, permite a edificação de um herói nacional, amante da sua pátria e do reino por ele conquistado. |
