Obra
LEAL, José da Silva Mendes, 1818-1886 - O homem da mascara negra, 1843.
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Índice
[Encadernação]
[Rosto]
Personagens
2
[Acto] I. Mosteiro
[Acto] II. Duas rivaes
[Acto] III. A voz do tumulo
[Acto] IV. A sentença
[Acto] V. Quem pode salval-a?
[Encadernação]
Capa

Ficha Bibliográfica

LEAL, José da Silva Mendes, 1818-1886

O homem da mascara negra : drama em 5 actos / por J. S. M. Leal Júnior. - Lisboa : Imprensa Nacional, 1843. - 112 p. ; 21 cm

CDU 82-2

OMGAR 2436p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva

O Homem da Máscara Negra é um melodrama de moldura histórica bem à moda dos textos produzidos por Mendes Leal para o teatro. A acção desenrola-se na época em que D. António, Prior do Crato, tenta ainda evitar que Portugal caia nas mãos dos Castelhanos, recusando mesmo as propostas de paz que lhe eram feitas.
O Conde D. Álvaro confessa o seu amor por Branca, filha de D. Fernando de Córdova, mas dado o impedimento deste, Branca foge do convento onde o pai a encerrara e vai viver com Álvaro. Entretanto, enquanto este está ausente lutando contra Castela, chega Leonor, uma antiga amante que, sentindo-se traída, exige a morte de D. Álvaro.
Todos estes acontecimentos (fuga de Branca do convento e aparecimento de Leonor) têm como agente uma personagem "o incógnito", que afinal mais não é do que o irmão de Leonor que partira para a Índia e for a dado como morto, mas que regressara para vingar a honra de sua irmã. Num volte face ultra-romântico, António Baracho, o incógnito, assassina Álvaro, levando todos a acreditarem que fora Branca a autora do crime.
Quando após a condenação à morte de Branca e de D. Álvaro, entretanto ressurgido porque de uma falsa morte se tratara, tudo se esclarece por meio de uma carta, o que teve como consequência um desfecho feliz: a inocência do amantes é reconhecida e António Baracho expira no cadafalso.
Por muito que nos pareça hoje estranho, este tipo de textos era bem aceite pelos espectadores da época e este subiu várias noites ao palco do Teatro da Rua dos Condes, em 1840.

 

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