Obra
GOMES JÚNIOR, João Baptista, ?-1803 - Nova Castro, 1843.
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Índice
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[Estampa: súplica de Inês de Castro ]
[Rosto]
Actores
2
Acto I
Acto II
Acto III
Acto IV
Acto V
Acto da Coroação [...]
Capa

Ficha Bibliográfica

GOMES JÚNIOR, João Baptista, ?-1803

Nova Castro : tragedia / de João Baptista Gomes Junior. - 9.ª ed., correcta de muitos erros, e augmenada com a brilhante scena da Coroação. - Lisboa : Impr. Nevesiana, 1843. - [1], 83 p. : il. ; 16 cm. - Obra digitalizada a partir do original. - Também encadernado neste volume: Ericia, ou A vestal : tragedia / de Mr. d'Arnaud. - Também encadernado neste volume: Poesias ternas, e amorosas, offerecidas a huma senhora por seu author : folheto 1 / J. N. O. - Obra digitalizada a partir do original. - Também encadernado neste volume: Poesias ternas, e amorosas, offerecidas a huma senhora por seu author : folheto 2 / J. N. O. - Também ncadernado neste volume: Poesias ternas, e amorosas, offerecidas a huma senhora por seu author : folheto 3 / J. N. O.

CDU 82-2

OMGAR 2414p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva

Publicada no início do século XIX, a tragédia de João Baptista Gomes Júnior retoma um dos mitos nacionais mais edificantes na criação literária e teatral no país e no estrangeiro, o mito de Inês de Castro. No seguimento de Ferreira, Guevara, Lamotte, Manuel José de Paiva, Quita e Figueiredo, Gomes Júnior põe em cena os amores proibidos de Inês de Castro e D. Pedro. Segundo Inocêncio, o dramaturgo terá tirado a sua Nova Castro da peça de Domingos Reis Quita, "seguindo-a passo a passo". De notar ainda que a presente edição anexa a Cena da Coroação, transcrita da antiga tragédia de D. Inês de Castro de Nicolau Luís. O juízo que Almeida Garrett profere sobre a composição dramática de João Baptista Gomes Júnior no seu Bosquejo da história da poesia portuguesa constitui, sem dúvida, umas das tomadas de posição e de reabilitação mais salientes da crítica oitocentista: "J. B. Gomes, autor da Castro, mostrou nela muito talento poético e dramático. De entre os vastos defeitos dessa tragédia sobressaem muitas belezas. - Desvaira-o o elmanismo, demanda-se por madrigais, quando a austeridade de Melpomene pedia concisão, força e naturalidade; perde-se em declamações, extravaga os lugares comuns, inverte a dicção com antíteses, destrói toda a ilusão com versos a miúdo sexquipedais e entumecidos; mas por meio de todas essas névoas brilha muita luz de engenho, muita sensibilidade, muita energia do coração, predicados que com o estudo da língua, que não tinha, com a experiência que lhe falecia, triunfaram ao cabo do mau gosto do tempo, e viriam provavelmente a fazer de J. B. G. o nosso melhor trágico".
Por essa altura, sabe-se que a peça continuava a ser representada nos palcos lisboetas. Com efeito, a companhia do Teatro de Salitre oferece ao público várias representações entre o mês de Dezembro de 1835 e o mês de Janeiro de 1839.

 

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