Obra
LIMA, Custódio de Oliveira - Eurico, o presbytero, 1880.
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Índice
[Encadernação]
[Anterrosto]
[Declaração de direitos de representação e reprodução]
2
[Rosto]
[Dedicatória]
5 b
[Poema] Ao Lyceu Literario Portuguez no Rio de Janeiro
7 b 9 10 11 b
[Introdução]
Nota [do autor]
Personagens do drama
17 b
Acto primeiro
Acto segundo
Acto terceiro
Acto quarto
Epilogo
Lista dos subscriptores desta obra
[Encadernação]
Capa

Ficha Bibliográfica

LIMA, Custódio de Oliveira

Eurico, o presbytero : drama historico em 4 actos, 7 quadros e epilogo : extrahido do celebre romance do mesmo nome de A. Herculano / por Custodio de Oliveira Lima ; introd. por Mucio Teixeira. - Rio de Janeiro : Typ. de Serafim José Alves, 1880. - 96, [6] p. ; 19 cm. - (Bibliotheca theatral)

CDU 82-2

OMGAR 2408p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva

A peça aparece dividida em quatro actos, à maneira do drama burguês onde o melodrama oitocentista encontra uma das suas filiações maiores, estando os actos divididos em quadros, neste caso prova suficiente da sua filiação nesse modelo tão popular, nomeadamente em França, e de que dá bem conta a passagem do quinto para o sexto quadro, em que a cena é meramente visual. O autor adapta a obra de Alexandre Herculano («crónica-poema, lenda ou o que quer que seja»), e o modo como inicia a sua peça parece supor da parte do potencial público algum prévio conhecimento desta. O primeiro quadro remete para o capítulo VI (Saudade) e logo salta para o VIII (O desembarque). O autor não se coíbe de transcrever quase inteiramente falas das personagens de Herculano, como no sétimo quadro, a cena de Eurico e Hermengarda, ou no derradeiro ajuste de contas, a troca de palavras entre o capitão árabe, que aqui se chama Tarik, Justino e Eurico. No desejo de acelerar o desenlace fatal, o autor junta num só quadro dois momentos do último capítulo do texto em que se baseia. Assim, Pelágio segue Eurico, que encontra morto, e, por sua mão, dá a morte ao árabe, entrando a seguir Hermengarda, enlouquecida pela descoberta de que o cavaleiro negro e o presbítero são um só e a cruz do Senhor separa para sempre os dois amantes. Termina assim, numa clareira inçada de sangue, habitada pela morte, o que em Herculano acaba numa manhã iluminada por um canto suavíssimo que mais do que qualquer outra coisa emprestava um forte contraste à figura da donzela ensandecida.
De sublinhar que o autor dramático se abstém de mostrar a morte do bispo de Espanha, talvez por considerar imoral ver na cena um sacerdote matar outro, ainda para mais de maior hierarquia, se bem que corrupto.

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