Obra
JARDIM, Cipriano, 1841-1913 - Camões, 1880.
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Índice
[Encadernação]
[Anterrosto com dedicatória autógrafa]
[Rosto]
[Dedicatória]
V b
Sobre o drama
Personagens da peça [e elenco]
1 b
Personagens do drama
3 4 5 6 7 8 9 10
[Encadernação]
Capa

Ficha Bibliográfica

JARDIM, Cipriano, 1841-1913

Camões : drama historico em 5 actos / Cypriano Jardim ; pref. de Teófilo Braga. - Porto : Impr. Portugueza, 1880. - XI, [1], 180 p. ; 19 cm. - Obra digitalizada a partir do original

CDU 82-2

OMGAR 2397p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva

Concebido para finalizar as celebrações do terceiro centenário da morte de Camões, segundo padrões históricos e filosóficos estabelecidos por Teófilo Braga, assente na investigação histórica e literária levada a cabo pelos camonistas contemporâneos do autor (Juromenha, Teófilo Braga), o que leva a que o protagonista fuja ao estereotipo fixado por anteriores ficções em torno da sua figura. Começam a ser acentuados traços realistas. A preocupação com o rigor histórico encontra-se presente na explicitação de fontes na descrição das personagens do drama, que ocupa 8 páginas da primeira edição. O extraordinariamente longo elenco de 32 figuras a que se juntam dezenas de figurantes e bailarinos, conta com personagens de verosímil cronologia mas que provavelmente nunca se terão cruzado - Francisco Barreto, Luísa Sigea, Manuel de Portugal, Paula Vicente, Pedro Andrade de Caminha, etc. No entanto, é ainda o herói folclórico que protagoniza a peça, o jovem boémio, talentoso e nacionalista, que acaba morrendo com a pátria. Durante os cinco actos desenvolvem-se os lugares-comuns da inimizade entre Camões e Pedro Andrade de Caminha, dos míticos amores por Catarina de Ataíde, salpicados por versos da obra lírica do poeta, do desterro por fúteis motivos amorosos; as personagens encarregam-se de ir dizendo quem é quem, uma vez que a quantidade de informação que o leitor pode ter não encontra outro meio de chegar ao espectador senão através de explicitações forçadas, que chegam o roçar o ridículo.
Lido em público pela primeira vez na Sociedade de Geografia de Lisboa, teve estreia pouco depois, com algum êxito, no Teatro D. Maria II, em Lisboa, na festa do tricentenário da morte do poeta. No Porto, circunstâncias adversas de índole socio-literária impediram o sucesso.

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