Obra ABREU, Casimiro de, 1839-1860 - Camões e o Jáo, 1867. Cópia em JPEG | ![]() Ficha Bibliográfica
Nota descritiva Cena dramática original, em um acto. Escrita quando o autor tinha 17 anos, já doente da tuberculose que o mataria 4 anos mais tarde, é notória a herança garrettiana evidenciando traços românticos que acentuam os lugares comuns da pseudo-biografia do poeta: Camões pobre; acompanhado do fiel escravo javanês António. Já doente, Camões prevê um futuro glorioso para Portugal. Num relance, vê, pela janela, no Tejo as caravelas de D. Sebastião que rumam a África. Nesse momento muda o sentido do monólogo, que se torna pessimista e agoirento. Numa antevisão da derrota de Alcacerquibir, resolve lançar ao fogo o manuscrito de Os Lusíadas, no que é impedido pelo Jau. É de assinalar o anacronismo que motiva a cena, pois o poema fora publicado em 1572, seis anos antes da batalha.
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