Obra
HERCULANO, Alexandre, 1810-1877 - O fronteiro d'Africa ou Tres noites asíagas, 1862.
Cópia em JPEG
Índice
[Encadernação com ex-libris de Abel d'Andrade]
[Rosto]
Denominação dos actos
2
Personagens
2
O desmaio: acto primeiro
A despedida: acto segundo
A justiça de Deos: acto terceiro
[Encadernação]
Capa

Ficha Bibliográfica

HERCULANO, Alexandre, 1810-1877

O fronteiro d'Africa ou Tres noites asíagas : drama historico portuguez em tres actos / por A. Herculano. - Rio de Janeiro : Typ. Económica de J. J. Fontes, 1862. - 52 p. ; 22 cm

CDU 82-2

OMGAR 2385p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva
Este drama da autoria de Herculano foi representado no Teatro do Salitre, em 1838, mas só aparece publicado muitos anos depois, no Rio de Janeiro, pensando-se que o foi à revelia do próprio autor.
A acção desenrola-se no tempo em que D. António, Prior do Crato, tentava combater os castelhanos. D. Pedro da Cunha é um dos nobres que resistiu, e combate no Alentejo.
D. Isabel, sua mulher, para não ter que ceder às exigências dos castelhanos, foi obrigada a abandonar o palácio onde viviam e ir habitar uma modesta casa. Devido a traições por parte de Paulo Afonso, a quem toma por amigo, e da sua própria criada, este consegue raptar os filhos de D. Isabel, fingindo ter sido obra dos validos do Duque de Alba.
Para recuperar as crianças, D. Isabel tem que ceder aos castelhanos e voltar a habitar o seu palácio. Mais uma vez por manobras intriguistas, pensa que o seu marido a traiu e este, que se encontra no Alentejo com a causa já perdida, tem também notícia de que a sua mulher o enganara. Decide partir para Lisboa, para se vingar, e tudo acaba em desgraça: D. Isabel envenena-se; D. Pedro terá que abandonar o país; e Paulo Afonso acaba também por morrer, expiando assim as suas culpas.
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