Obra
SILVEIRA, Teotónio Flávio da, 1832-1908 - Egas Moniz, 1887.
Cópia em JPEG
Índice
[Encadernação]
[Anterrosto]
[Pé de Imprensa]
[Rosto]
[Prólogo]
V VI
[Dedicatória]
Pessoas do Drama
IX b
[Cortina com epígrafe]
XI b
Acto Primeiro. O Cêrco
[Cortina com epígrafe]
27 b
Acto Segundo. Promessa
[Cortina com epígrafe]
61 b
Acto Terceiro. Resolução
[Cortina com epígrafe]
93 b
Acto Quarto. Cumprimento
[Cortina com epígrafe]
Acto Quinto. Reconciliação
[Cortina com epígrafe]
Bosquejo Apologético
[Encadernação]
Capa

Ficha Bibliográfica

[0460380]

SILVEIRA, Teotónio Flávio da, 1832-1908

Egas Moniz : drama em cinco actos, seguido de notas, bosquejo apologético e additamentos / por Theotonio Flavio da Silveira. - Paris : Guillard, Aillaud e Cia, 1887. - [12], 216 p. 24 cm. - Estado de conservação verificado, restauro químico e mecânico, 20061229, Encadernado, PTULFL_OMGAR 2377p

OMGAR 2377p (ULFL-OM)

 

Nota descritiva

Matéria privilegiada da ficção histórica romântica, a Idade Média inspirou inúmeros autores que encontraram nos caracteres fortes das suas figuras um meio para despertar a consciência de nação. No caso desta obra, a escolha do nome do aio de Afonso Henriques para título convoca de imediato o episódio que envolveu Egas Moniz e o rei leonês, Afonso VII. Não foi também estranha à vontade de Flávio da Silveira de «fazer ressurgir, do modo o mais digno, a memória de um facto histórico da maior notabilidade» a vontade de, na continuidade do programa de regeneração, representar valores morais como a honradez, a lealdade e a dignidade manifestadas no cumprimento do dever. Em cena, esses exemplos são dados por senhores das duas facções em contenda, como D. Fuas Roupinho, Gonçalo Mendes da Maia ou D. Pedro Sarmento, vultos dotados de uma forte determinação. No caso do fidalgo de Riba do Douro, a nobreza de carácter revelada no sacrifício a que se condena por não poder manter a palavra dada é vivificadora, tal como a impetuosidade do gesto de contestação e luta de Afonso Henriques para salvar o destino da nação.
Seguindo o percurso dos factos históricos, a acção começa por ter lugar em Guimarães, durante o cerco - no primeiro acto no interior do castelo, no segundo na tenda de Afonso VII - no ambiente de grande tensão que precedia o que parecia vir a ser um sangrento combate. O terceiro acto decorre no castelo de Lamego e nele conhecemos a resolução tomada por Egas Moniz de se deslocar a Toledo. A acção prossegue, no quarto acto, na sala régia da alcáçova de Toledo com o novo encontro do aio de Afonso Henriques com Afonso VII. No último acto, o fidalgo regressa ao castelo de Guimarães, lugar onde se dá a reconciliação com o seu senhor.

A edição contém um extenso aparato informativo relativo à estrutura da peça, bem como ao assunto e à época representados.

© Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - ContentE v.1.6 - 2007-04-02T14:53:24