Obra SILVEIRA, Teotónio Flávio da, 1832-1908 - Egas Moniz, 1887. Cópia em JPEG Índice [Anterrosto] [Pé de Imprensa] Acto Segundo. Promessa Acto Terceiro. Resolução Acto Quarto. Cumprimento Acto Quinto. Reconciliação Notas | ![]() Ficha Bibliográfica
Nota descritiva Matéria privilegiada da ficção histórica romântica, a Idade Média
inspirou inúmeros autores que encontraram nos caracteres fortes
das suas figuras um meio para despertar a consciência de nação.
No caso desta obra, a escolha do nome do aio de Afonso Henriques
para título convoca de imediato o episódio que envolveu Egas Moniz
e o rei leonês, Afonso VII. Não foi também estranha à vontade de
Flávio da Silveira de «fazer ressurgir, do modo o mais digno,
a memória de um facto histórico da maior notabilidade» a vontade
de, na continuidade do programa de regeneração, representar valores
morais como a honradez, a lealdade e a dignidade manifestadas no
cumprimento do dever. Em cena, esses exemplos são dados por senhores
das duas facções em contenda, como D. Fuas Roupinho, Gonçalo Mendes
da Maia ou D. Pedro Sarmento, vultos dotados de uma forte determinação.
No caso do fidalgo de Riba do Douro, a nobreza de carácter revelada
no sacrifício a que se condena por não poder manter a palavra dada
é vivificadora, tal como a impetuosidade do gesto de contestação
e luta de Afonso Henriques para salvar o destino da nação. A edição contém um extenso aparato informativo relativo à estrutura da peça, bem como ao assunto e à época representados. |
