| «« Teatro histórico do século XIX na colecção Osório Mateus | ||||
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MENDONÇA, Henrique Lopes de (1856-1931) |
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Capitão
de mar e guerra, presidente da Academia das Ciências a partir de 1915,
Professor de História na Academia de Belas Artes de Lisboa. Estreou-se
no teatro com o drama em verso A Noiva (1884). Como o próprio confessa,
«foi principalmente o passado de Portugal a fonte dos seus mais
incontestados triunfos», citando os dramas históricos que compôs
ao longo da carreira: A Morta, de 1890 (drama sobre Inês de Castro,
pelo qual recebe o prémio D. Luís), O Duque de Viseu, de 1886,
Tição Negro, de1902, (episódios a partir de Gil Vicente, com música
de Augusto Machado), Afonso de Albuquerque, de1907, que esperou
mais de dez anos para subir à cena, valendo-lhe depois a comenda de Santiago.
Depois de se ter iniciado na escola ultra romântica, vai assumir posições
de modernidade, expressas na sua vontade de renovação do teatro em Portugal
levando-o a proferir a conferência A crise do teatro português,
em 1901, na Associação dos Jornalistas. De ambiente realista/naturalista
moderno, escreveu Nó Cego (1905), em que aborda o tema do divórcio,
O Azebre (1909) e O Crime de Arronches (1924). A par da
escrita original, traduziu obras de Molière, Jules Verne, Charles Dickens,
Arthur Conan Doyle.
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| Peça | ||||
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Affonso de Albuquerque : drama em 5 actos, em verso / Henrique Lopes de Mendonça »
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