| «« Teatro histórico do século XIX na colecção Osório Mateus | ||||
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CASTELO BRANCO, Camilo (1825-1890) |
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Normalmente conhecido pela sua produção novelística, Camilo também se dedicou à escrita dramática. Vivendo durante grande parte do século XIX, o seu teatro obedeceu a estéticas diversas, tendo começado por dramas de cariz histórico, como Agostinho de Ceuta ou O Marquês de Torres Novas, e passado por dramas de actualidade (Poesia ou Dinheiro?, Justiça, Espinho e Flores, Purgatório e Paraíso, Abençoadas Lágrimas!, O último acto, O condenado), dramas lacrimosos (Como os Anjos se vingam) ou por comédias de costumes (O Morgado de Fafe em Lisboa, O Morgado de Fafe amoroso, O Noivado, Patologia do Casamento, O Fim do Mundo, Tentação de Serpente). Em 1871, publica o volume Teatro Cómico, do qual destacamos a comédia A Morgadinha de Val d'Amores e o entremez Entre a Flauta e a Viola. Produz ainda a peça Assassino de Macário, adaptada da comédia francesa de Clairville, Brot e Bernard. Muitas das suas peças foram representadas em Lisboa (Teatro D. Maria II), no Porto (Teatro do Príncipe Real) e no Rio de Janeiro (Teatro S. Pedro de Alcantra). Luiz Francisco Rebello, na obra que dedica ao seu teatro (1991), escreve: "Afluente secundário do rio tumultuoso que essa obra é, o teatro serviu-lhe no entanto para exprimir, assumindo-as umas vezes e desmistificando-as outras, certas contradições e peculiaridades da sociedade sua contemporânea e para exorcizar os fantasmas do seu espírito inquieto e atormentado, numa espécie de catarse pessoal" (p. 10).
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| Peças | ||||
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Agostinho de Ceuta : drama em 4 actos / por Camillo Castello-Branco » O Marquez de Torres-Novas : drama em cinco actos e um epilogo / por Camillo Castello-Branco »
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