«« Teatro histórico do século XIX na colecção Osório Mateus
Osório  Mateus

Autores ....

Títulos ....

Ficha Técnica ....

 
 

CÂMARA, João Gonçalves Zarco da (1852 - 1908)

 
 

Dramaturgo e jornalista, oriundo da aristocracia portuguesa. Formou-se em Engenharia, tendo sido nomeado chefe de repartição dos Caminhos de Ferro Ultramarinos, chegando a colaborar na construção de algumas linhas de caminho-de-ferro, nomeadamente no Alentejo, o que pode explicar a presença desta região como cenário de algumas das suas peças.
Elemento fundamental para a renovação do teatro português, escreveu cerca de quarenta peças, para além de traduções de Shakespeare ou Dumas Filho e adaptações (Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, 1904). O seu teatro gozou sempre de assinalável sucesso, quase dominando, com Marcelino Mesquita e Júlio Dantas, os palcos portugueses por um período de vinte anos.
Numa linha de tradição romântica, o seu primeiro êxito foi o drama histórico, em verso, D. Afonso VI (1890), o que o levou à escrita de outros, Alcácer-Quibir (1891) e O Beijo do Infante (1898), a par da comédia (A Toutinegra Real, 1895) e do drama realista, que inaugurou em Portugal, com Os Velhos (1893).
Nos últimos anos experimentou o drama simbolista, de que foi igualmente o introdutor em Portugal, de que são exemplos O Pântano (1894) e Meia-Noite (1900). A sua vontade em satisfazer os gostos do grande público levava-o também à escrita de melodrama popular, como A Rosa Enjeitada (1901) e a dedicar-se à escrita de operetas, em parceria com os nomes mais notáveis do género (Gervásio Lobato e Eduardo Schwalbach). Para além disso, publicou ainda dois romances, El-Rei (1895) e O Conde de Castelo Melhor (1903), um livro de contos (Contos, 1900), e diversos artigos e folhetins na revista Ocidente.

 

Peça

D. Affonso VI : drama em cinco actos / João da Camara »

Alcacer-Kibir : drama em 5 actos, em verso / original de João da Câmara »

O beijo do Infante / por D. João da Câmara »